DICAS DE PINTURA


A pintura de um modelo é um processo muito importante, seja porque determina o que vai ser o seu modelo, seja porque é o que vai dar uma “sensação de realidade” ao kit. Nesta parte darei algumas dicas que eu utilizo e que podem ser úteis a vocês. Pois bem, vamos lá!


Pincel


É uma ferramenta imprescindível, nunca vai ser deixada de lado, podem ter certeza! Você deve ter vários tipos de pincel desde modelos bem finos; 000, 00; até modelos grandes; 04, 06; de preferência que eles sejam de pêlos, pois duram mais e não reagem com o thinner. Devem ser guardados em pé com as cerdas para cima ou deitados e devem – SEMPRE – estarem limpos.

A pintura com pincel varia, o ideal é sempre trabalhar com a tinta um pouco diluída, o que facilita a aplicação da mesma sobre a área e evita as marcas das cerdas do pincel. O ponto de diluição é uma coisa muito pessoal, portanto cada um deve testar varias diluições até chegar ao que melhor se adaptar.

A pintura pode ser feita em superfícies grandes ou pequenas, vai depender do que se está fazendo, uma regra geral é que quando se trabalhar com superfícies grandes, deve-se usar um pincel maior (que vai ficar a critério do modelista), começar e terminar o movimento de pintura de uma vez só, ou seja, não parar no meio do caminho, trabalhar sempre com a ponta do pincel; nunca forçar demais o pincel, trabalhe de forma suave e tranqüila; e tentar espalhar o melhor possível a tinta por toda a superfície.


Aerógrafo


O aerógrafo é o equipamento que revolucionou a pintura de kits, seja pelo acabamento homogêneo, seja pelas alternativas de pintura que ele proporciona. Com ele você pode fazer uma pintura sem falhas, envelhecer um kit, sujar, simular desgastes, enfim, é uma ferramenta fundamental hoje em dia. Entretanto, nem tudo é maravilhoso! o aerógrafo precisa de uma fonte de ar comprimido, para a qual eu aconselho utilizar um compressor. O aerógrafo também precisa estar sempre, mas sempre mesmo, limpo! A pintura precisa ser feita em ambiente ventilado e iluminado e a tinta precisa estar bem diluída.

Vamos começar com a diluição: existem dois tipos de tintas: as acrílicas e as sintéticas. As acrílicas são diluídas em água ou álcool (algumas podem ser diluídas em thinner, mas somente para uso em aerógrafo!), o que requer uma maior precisão no percentual de diluição, caso contrario, principalmente se a pessoa estiver diluindo em água, a tinta pode escorrer, dando uma tremenda dor-de-cabeça. Com relação às tintas sintéticas, estas são diluídas em aguarrás ou thinner, e são bem mais fáceis de se trabalhar pois o ponto de diluição é mais tranqüilo porque o thinner já chega “meio seco” no kit, o que diminui as chances da tinta escorrer. O ponto de diluição também deve ser achado pelo modelista, em todo caso fica a dica de meio a meio, metade tinta, metade solvente.

Antes de começar a pintar, faça um teste da tinta em um pedaço de papel, etc. Se esta estiver no “ponto certo” podemos começar, se não o jeito é diluir a tinta um pouco mais ou menos. Quando for pintar superfícies grandes, faça como no caso do pincel: comece e termine sempre uma área completa sem parar no meio da pintura. Comece e termine o funcionamento do aerógrafo sempre fora do kit pois isto evita que caiam gotas de tinta que às vezes se acumulam no bico do aerógrafo. Nunca pare o movimento com o aerógrafo funcionando pois isto faz com a tinta se acumule no local criando um verdadeiro “borrão” de tinta. Quando pintar áreas camufladas, delimite primeiro a área a ser pintada com determinada cor e depois preencha esta área já delimitada, isto facilita demais o trabalho.